Jornalista
Licenciada em Ciências da Comunicação, iniciou o percurso profissional na "Gazeta dos Desportos", em 1995. Um ano depois entra para o Expresso. Esteve dez anos na secção do Desporto, foi editora da Sociedade, passou pela Revista, a Política e regressou ao Desporto.
Últimos artigos
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“Não estou a acreditar, vamos à Luz, com 55 mil pessoas, e o Jorge Costa está na palestra a falar da 'Casa dos Segredos'? Ganhámos 2-1”
Aos 35 anos, Diogo Valente não pensa em pendurar as chuteiras, apesar de terminar contrato com o SC Espinho em junho. Viciado em chocolates, casado e pai de dois filhos, tem um vasto currículo, que começou no Beira-Mar, passou por Boavista, Chaves, FC Porto, Leixões, SC Braga, Académica e Gil Vicente, além da Roménia e da Turquia, antes de regressar definitivamente a Portugal. Com muitas histórias na bagagem, revela que Sérgio Conceição pagava um leitão a todos depois das vitórias, mas não sabe lidar com as derrotas, e conta que Jorge Costa criou uma "Casa dos Segredos" na Académica
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Peixoto: “No FC Porto levava muita porrada no treino e não havia faltas. O Mourinho combinava com os jogadores e era pimba, pimba, pimba”
A César Peixoto só faltou o Sporting, clube de que gostava quando era pequeno, para poder dizer que jogou nos três grandes de Portugal. Ainda que os tempos de maior glória tenham sido vividos no FC Porto, foi no Benfica que conquistou o título que lhe deu mais gozo, duas épocas depois de o terem dado como acabado para o futebol. Teimoso e irreverente na juventude, explica a mística do FC Porto, fala da grandeza do Benfica e da eficácia de JJ, da sua passagem fugaz por Espanha e de como fez questão de terminar a carreira na posição que lhe dava mais gozo, a de médio. Depois, tornou-se treinador e deixou recentemente o comando do Chaves, mas diz-se tranquilo e à espera de novos projetos
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O agente Jorge Teixeira: “Concordo com o lay-off. Um jogador em 10 anos contribui muito mais para o Estado do que um trabalhador em 40 anos”
Jorge Teixeira, agente de futebol desde 2005, dá-nos a conhecer um bocadinho o modo como opera nas transferências de jogadores e treinadores e como vê este mercado. Se por um lado não nega que está nesta profissão para ganhar dinheiro, por outro recusa revelar qual o valor máximo que já ganhou numa única transferência. Garante que recebe sempre dos clubes, nunca dos jogadores e que as mulheres destes às vezes podem ser o seu guia.
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Rui Vitória: “Os homens dizem-me I love you, fazem corações, dão flores, mandam beijinhos como mandamos às senhoras, beijam mãos e espalham”
Acabado de chegar da Arábia Saudita onde comemorou os 50 anos, em plena pandemia, Rui Vitória diz ainda não saber se vai renovar com o Al Nassr. Numa entrevista realizada por telefone, enquanto estava na Arábia, o treinador que levou o Benfica ao tetra, foi descrevendo o filme da sua vida profissional e pessoal, que começou em Alverca, passou por Vila Franca de Xira, Paços de Ferreira, Fátima, Guimarães antes de chegar ao Benfica, onde ganhou seis títulos em três anos e meio. Com dois casamentos e quatro filhos, chegou a ter uma pastelaria, aprendeu a tocar bateria, e foi chamado de pé de chumbo quando jogava. A morte repentina dos pais, quando tinha 32 anos, moldou-lhe o carácter que, garante, sempre foi calmo
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Pauleta: “Para não ir à tropa arranjei raios-x de um asmático. Disseram-me: 'Estás apto, porque se estivesses assim, estavas morto'”
Aos 44 anos, Pedro Resendes está feliz com tudo o que alcançou no futebol, mas confessa que o maior sonho da sua vida só foi vivido há um ano, quando assistiu à festa de formatura do seu filho mais velho, na universidade. A Tribuna Expresso republica este "A Casa às Costas" no dia em que Pauleta celebra 47 anos
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Paneira: “Num estágio, na fila do buffet para as saladas, apalpei o rabo ao treinador Ivic a pensar que era um colega. Foi gargalhada geral”
Vítor Paneira tem 54 anos e um passado de peso no Benfica e no Vitória de Guimarães, depois de ter feito a formação no Famalicão, o clube da sua terra, que viria a treinar anos mais tarde. Numa longa viagem ao passado, fala-nos dos anos que passou na Luz, na pena que teve de cumprir por ter sido considerado desertor, nas diferenças entre Toni e Artur Jorge, explica como uma entrevista o pôs fora do Benfica e como, mais tarde, um gesto de Pimenta Machado ditou a sua saída de Guimarães, um ano antes de terminar um contrato que esteve para não existir
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“O Jesus era muito peculiar, dizia: ‘Achas que és o Maradona? Penálti. Estás com manteiga nas mãos? És uma vergonha, meu’. Era assim”
Mário Felgueiras foi empurrado para a baliza por ser gordinho e da aldeia, mas acabou por conseguir jogar no clube do coração, o Sporting, foi campeão europeu em 2003, com 16 anos, andou pelo SC Espinho, Portimonense, SC Braga, V. Setúbal e Rio Ave, antes de se aventurar pela Roménia, onde deixou €200 mil. Seguiu-se a Turquia e o regresso a Portugal, ao Paços de Ferreira. Ainda voltou a sair, para o Chipre, mas as muitas lesões que foi tendo deixaram mossa e acabou por abandonar o futebol para se dedicar ao curso de Psicologia, aos investimentos imobiliários e a um franchising de uma pastelaria
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Sete capitães do Campeonato de Portugal querem play-off para ajudar jogadores a “alimentar as suas famílias”
Jogadores querem alargar hipótese de play-off de oito para 16 clubes e falam em pais de família que neste momento se encontram sem garantia de que terão sustento para as suas famílias
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“No Benfica, o Fernando Santos virou-se e disse-me: ‘Essas merdas dessas palhaçadas que te pões a fazer, tens de deixar de fazer isso, pá’”
Aos 36 anos, Nélson assume que vive há quase dois em exclusivo para os três filhos. Com a rotina instalada em Espanha, de onde não pensa sair, diz que gostava de ser treinador de crianças e que está a preparar-se para isso. Nesta viagem ao passado recorda as dificuldades que sentiu no início de carreira, quando chegou a Portugal, altura em que chegou a viver sem água, sem luz e a ir para os treinos sem tomar o pequeno-almoço. Fala da importância que treinadores como Jaime Pacheco ou Fernando Santos, entre outros, tiveram no seu amadurecimento e da fortuna que gastou a tentar recuperar o pai que ficou tetraplégico após uma queda. Lembra ainda os anos felizes que passou no clube do coração, o Benfica