Jornalista
Licenciada em Ciências da Comunicação, iniciou o percurso profissional na "Gazeta dos Desportos", em 1995. Um ano depois entra para o Expresso. Esteve dez anos na secção do Desporto, foi editora da Sociedade, passou pela Revista, a Política e regressou ao Desporto.
Últimos artigos
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José Gomes: “No Benfica, o Camacho quis testar-me, mas eu percebi e pensei: 'Vinhas tu de Espanha enganar um gajo de Matosinhos?'”
A paixão pelos cavalos era tão grande que aos 10 anos partiu o mealheiro para poder ter aulas de equitação. Pouco dedicado à escola, aproveitou a ida à tropa para, através de passagem administrativa, concluir o 12º ano. Depois de dar instrução na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, atirou-se finalmente aos estudos e diz ter sido um dos principais responsáveis pela homologação do curso de Educação Física no Instituto Superior da Maia. Em paralelo, sempre o futebol, a paixão maior. Depois de uma breve curta carreira enquanto jogador, ganhou fama como adjunto de Jesualdo Ferreira, no Benfica, no FC Porto, em Espanha e na Grécia. É treinador principal desde 2012 e, atualmente à frente do Marítimo, promete mais e melhor
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“Recebo €386 mensais. Não é suficiente para viver”
Aos quatro anos teve uma meningite que lhe deixou sequelas. Momentaneamente perdeu a memória, a fala e o andar. Foi recuperando aos poucos, mas a audição, a visão e a sua capacidade intelectual ficaram para sempre limitados. Com seis anos a mãe inscreve-o no atletismo e Lenine Cunha apaixonou-se pela modalidade. Hoje é conhecido como o atleta mais medalhado do mundo. A Tribuna Expresso republica esta entrevista, de 2016, a propósito das duas medalhas conquistadas por Lenine nos Mundiais de atletismo adaptado
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“O Nelson deixava cair o sabonete no balneário e dizia: 'Paíto, apanhá lá isso'. Ele era gozão e eu muito ingénuo”
Fala com o coração e ainda hoje ri muito das partidas de que foi alvo quando chegou ao Sporting, vindo de Moçambique. Numa conversa via telefone, Paíto conta como era difícil fazer amigos na escola porque andava descalço e vestia a mesma roupa durante uma semana ou como a matéria da escola não entra quando se está com fome. Entre muitas histórias, garante que podia ter morrido por causa do futebol, revela que Fernando Santos era conhecido como o "senhor das duras". E fala da famosa "cueca" que fez a Luisão, num jogo da Taça, na Luz. A viver em Moçambique, apesar de a família estar em Portugal, é dono de várias lojas de conveniência, de camiões cisterna e, desde dezembro assumiu o cargo de vice-presidente para as seleções na federação do seu país de origem
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“Aos cinco anos, o meu pai pôs-me à frente para pegar uma vaca. Anos mais tarde, ia sendo aniquilado com um uppercut de um touro”
Aos cinco já estava a pegar uma vaca de caras, por vontade do pai, forcado amador, a quem Pedro Caixinha ainda seguiu as pisadas durante 12 anos, pelo Grupo de Forcados Amadores de Montemor. Alentejano de gema, nem os anos que passou lá fora, lhe levaram ainda o sotaque. Foi observador de jogos para Fernando Santos, adjunto de Peseiro no Sporting, na Arábia, Grécia e Roménia, mas sem nunca perder o sonho de ser treinador principal. Apesar das passagens por Leiria e a Madeira é no México que alcança os primeiros títulos e onde diz ter mercado, já que em Portugal parece continuar despercebido
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“Cheguei à Síria às quatro da manhã. Fui parar a um hotel que diziam ser de três estrelas. Quando lá entro... o choque foi grande”
As idas ao futebol a partir dos cinco anos criaram em Rui Almeida uma paixão tal pelo jogo que cedo percebeu que o seu caminho não era ser futebolista, mas estudar e conhecer o futebol profundamente. Esteve na génese das escolas de formação do Benfica, aventurou-se sozinho pela Síria, tornou-se adjunto de Jesualdo Ferreira - a sua referência - na Grécia, no Sporting, no SC Braga e no Egito, até decidir trilhar novamente o seu caminho como treinador principal, em França, onde vive há quase seis anos
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Paulo Sérgio, parte II. “No Sporting, o Bettencourt disse-me: 'Prefiro comer ovos com salsichas o resto da vida do que falir o meu clube'”
Despiu o fato de jogador para vestir o de treinador, no Olhanense. Seguiu-se o Santa Clara e o Beira-Mar, mas foi no Paços de Ferreira e no V. Guimarães que o seu trabalho passou a ser mais reconhecido, acabando por ser contratado pelo Sporting. Desiludido com a (des)organização leonina, lançou-se para o estrangeiro, primeiro no Hearts, da Escócia, onde conquistou a Taça, e a seguir na Roménia e no Chipre. Regressou a Portugal para treinar a Académica, mas o sonho de ficar foi interrompido com a ida para o futebol árabe. Primeiro Emirados Árabes Unidos, depois Irão e, por fim, Arábia Saudita. Num momento de pausa, confessa que um dia gostaria de treinar o “seu” Belenenses.
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“Não me deixavam entrar no jogo de cartas, agarrei num extintor, dei duas bombadas, fechei a porta e vi os pescocinhos deles da varanda”
Paulo Sérgio cresceu numa casa de benfiquistas, mas foi o Belenenses o clube que acabou por ocupar-lhe o coração quando se tornou jogador. Ponta de lança também do Paços de Ferreira e Salgueiros, andou por Setúbal, Santa Clara, Estoril e Olhanense, onde terminou a carreira e abraçou a profissão de treinador. Pelo meio ainda teve uma experiência no Grenoble, em França, casou e foi pai de duas filhas. O ar calmo e sereno escondem um jovem que gostava de fazer algumas noitadas fora de tempo, jogar às cartas e fazer inusitadas partidas. No domingo, o jogador dará lugar ao treinador, na segunda parte deste “A Casa às Costas”
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Fábio Coentrão apresentou-se em Tribunal como “um jogador de futebol reformado”. Mas “claro que não é verdade”
Tem 31 anos, não joga desde o final da época passada e, de repente, também parecia já não estar para aí virado. Fábio Coentrão foi, esta quarta-feira, ao Tribunal de Monsanto para ser ouvido no julgamento do caso do ataque à Academia de Alcochete e, quando questionado pela profissão, apresentou-se como um futebolista retirado. Mas, à Tribuna Expresso, garante que não está reformado
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Santamaria: “Comecei a namorar aos 13 anos, aos 16 adotei a primeira filha e assinei pelo Sporting por 10 anos. Hoje sou fiscal da Emel”
À primeira vista tem um ar duro, de quem pode partir tudo e todos a qualquer momento, mas Ricardo Duarte, mais conhecido por Santamaria, tem coração grande, que começou a encher de amor ainda adolescente. Aos 13 anos já conhecia aquela que se tornou na mulher da sua vida; aos 16 levou para casa uma afilhada por não suportar ver os maus tratos a que era sujeita. Casou, teve dois filhos biológicos, o Tiago e a Bruna, que jogam futebol; lutou pela guarda legal da afilhada e transformou-se em fiscal da Emel. Esta é a historia do mais jovem jogador de sempre do Sporting a estrear-se na equipa principal. Uma grande esperança que só não o foi para o futebol. Que o diga a Andreia