FIFA quer aumentar para 24 anos o limite de idade dos jogadores convocáveis para os Jogos Olímpicos
O torneio de futebol olímpico obriga a que cada seleção só possa convocar três jogadores com mais de 23 anos, mas, face ao adiamento dos Jogos de Tóquio para 2021, um grupo de trabalhado da FIFA recomendou acrescentar um ano à idade máxima, para os futebolistas mais velhos que fariam parte do programa olímpico ainda possam ser selecionados no próximo ano
04.04.2020 às 12h59
Wendel, médio do Sporting, tem integrado a seleção olímpica do Brasil.
Alexandre Dimou/Getty
Partilhar
Entre as mil e uma repercussões do adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021 estava a questão da idade para o torneio de futebol. As regras ditam que cada seleção só possa convocar três jogadores com mais de 23 anos, ou seja, caso a prova se realizasse, como previsto, em julho próximo, todos os países teriam que chamar jogadores nascidos a partir de 1 de janeiro de 1997.
Reagendando os Jogos de Tóquio para o verão seguinte, muitos futebolistas que integrassem os programas olímpicos de vários países ficariam impossibilitados de serem convocados, porque mais uma volta ao sol os tornaria inelegíveis. Um grupo de trabalho da FIFA, contudo, sugeriu que se alargue a idade máxima para os 24 anos, dando assim a hipótese a que esses jogadores ainda sejam convocáveis em 2021.
Os países qualificados para o torneio são o Japão, a Argentina, o Brasil (que tem convocado Wendel, do Sporting, e Bruno Tabata, do Portimonense, para a seleção olímpica), a França, a Alemanha, a Espanha, a Roménia, a Nova Zelândia, o Egito, a Costa do Marfim, a África do Sul, a Austrália, a Arábia Saudita e a Coreia do Sul.
O torneio olímpico feminino de futebol não tem quaisquer limites de idade para a convocatória de jogadoras.
Relacionados
-
Já há novas datas para os Jogos Olímpicos de Tóquio
Vão realizar-se de 23 de julho a 8 de agosto de 2021, anunciou esta segunda-feira o presidente da comissão organizadora japonesa, Yoshiro Mori
-
Covid-19. Rotinas, noticiários, motivação e objetivos: o psicólogo Jorge Silvério explica-nos o processo de adaptação dos atletas
A acompanhar as seleções de futsal e atletas olímpicos,o primeiro mestre em Psicologia do Desporto em Portugal diz que o adiamento dos Jogos Olímpicos foi um alívio para os praticantes face às restrições de treino impostas pelo confinamento e o medo de contágio. Jorge Silvério, 54 anos, diz que a forma como os desportistas estão a lidar com a incerteza não é uma questão de género, já que na resiliência de todos nós pesa mais a personalidade e as experiências passadas