A seleção francesa foi esta segunda-feira ao Eliseu, a residência do Presidente de França, para celebrar a conquista do seu segundo título mundial. Um dos momentos altos foi a música cantada por colegas e Didier Deschamps para N'Golo Kanté
O médio francês é o assassino silencioso das boas intenções dos avançados adversários. Na Premier League, ninguém desconstrói como ele e se a França quiser parar Modric e Rakitic na final desta noite, terá de ser Kanté a fazê-lo
Exatos dois anos após perder a final que bem sabemos, a França garantiu a sua terceira final de um Mundial, todas nos últimos 20 anos. Os gauleses foram impenetráveis contra a Bélgica (1-0) enquanto, sobretudo na segunda parte, atacaram rapida e explosivamente à boleia de um tal Kylian Mbappé, que só tem 19 anos, pode ainda não ser muito constante, mas já personificou o que de mais espetacular vimos neste Campeonato do Mundo
Há algo muito fácil que se pode escrever sobre este jogo: é uma final antecipada. Mas nós gostamos de coisas difíceis e por isso queremos perceber por que motivo é que isto é essa final antecipada. O analista Tiago Teixeira explica então as virtudes do França-Bélgica, que é o espetáculo mais aguardado desta semana: começa às 19h desta terça-feira e decide qual dos vizinhos é que continua na luta pelo troféu mais importante do futebol mundial
O primeiro finalista do Mundial 2018 será conhecido esta terça-feira. França e Bélgica procuram garantir um lugar em Moscovo, num duelo francófono que acontece pela terceira vez em Mundiais. No França'38 e no México'86, os gauleses levaram a melhor
Luís Franco-Bastos nasceu em Lisboa, nomeadamente num hospital privado. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e a média com que concluiu o curso é, no seu entender, um assunto do foro privado. É humorista e proprietário de imóveis, mas sobretudo humorista. Foi contratado só para esta crónica e, se alguém do Expresso tiver dois dedos de testa, não se seguirá mais nenhuma colaboração
Os franceses voltam a viver com os mesmos sonhos de vitória que em 1998, quando a sua equipa se sagrou campeã do Mundo. E esperam também que a sua nova estrela Kylian Mbappé, vindo, tal como muitos outros jogadores da seleção, das duras e marginalizadas periferias das grandes cidades, contribua para acalmar a violência que as continuou a marcar apesar da vitória da equipa de Zidane, há 20 anos
Há algo muito fácil que se pode escrever sobre este jogo: é uma final antecipada. Mas nós gostamos de coisas difíceis e por isso queremos perceber por que motivo é que isto é essa final antecipada. Tiago Teixeira explica as virtudes do França-Bélgica, que é o espetáculo mais aguardado desta semana: começa às 19h desta terça e decide qual dos vizinhos é que continua na luta pelo troféu mais importante do futebol mundial
Dos vencidos reza o título desta crónica, não que a sorte seja o que levou o Uruguai até tão longe. Mas, sem Edinson Cavani, a equipa perdeu um dos avançados complexamente obsessivos em ganhar bolas na frente que tornam o seu jogo tão eficaz. A França, sobretudo na segunda parte, fugiu à luta e à garra uruguaias, assentou o futebol de toques curtos e ganhou (2-0) a passagem às meias-finais do Mundial com um jogo que consegue ser cada vez mais perigoso
A melhor coisa dos Mundiais são as memórias e um quase adolescente francês deu-nos uma para recordarmos este, para sempre, como o dia em que Kylian Mbappé marcou dois golos, desmontou adversários em corrida e foi, literalmente, imparável na vitória (4-3) da França contra a Argentina. A seleção de Lionel Messi, sabe-se lá bem como, foi-se mantendo viva enquanto sofria um atropelamento com fuga de um fenomenal jogador que tem muitas coisas do Fenómeno que conhecemos em tempos
Num jogo que já contava pouco, a única seleção das que estavam em campo no Estádio de Fisht que ainda sonhava em passar aos oitavos-de-final, a Austrália, foi derrotada pelo Peru (2-0)
Já se sabia que este Campeonato do Mundo estava a engordar um recorde e a obesidade do feito durou até o Dinamarca-França, o primeiro jogo que acabou como nenhum adepto quer: num sólido, redondo e enfadonho 0-0. O lado bom é que nem há 64 anos se esperou tanto tempo para ver um nulo durante um Mundial
França e Dinamarca empataram 0-0 num jogo em que o empate servia as intenções de ambas as equipas, que se qualificaram para a fase seguinte. O que não será razão para que nem sequer tivessem tentando que o resultado do encontro fosse outro. No final, o Luzhniki uniu-se numa monumental (e merecida) assobiadela
O golo do jovem avançado francês foi a diferença entre as duas equipas num jogo em que o Peru dominou a França durante largos períodos de tempo. Mas os gauleses é que seguem para os oitavos à custa dos sul-americanos
A Dinamarca começou melhor e marcou, a Austrália acabou melhor e empatou - dinamarqueses e australianos ficaram-se pelo 1-1 mas protagonizaram um bom espetáculo de futebol no jogo que iniciou a 2ª jornada do Grupo C do Mundial 2018. Às vezes há jogos assim, em que um ponto vale por três porque são uma vitória para quem gosta de bola
É o primeiro jogo do Mundial 2018 esta quinta-feira e é a segunda jornada do Grupo C: na primeira, a Dinamarca venceu o Peru e a Austrália perdeu com a França
A França ganhou (2-1) à Austrália num jogo em que não foi claramente superior como se lhe exigia. Mas, pronto, quem tem futebolistas assim, arrisca-se sempre a ganhar um encontro. Nem que seja com um autogolo caricato e caído do céu no exato momento em que Pogba decidiu acordar da letargia que atormenta os que chegam longe na vida cedo demais e depressa demais