Grupo F, doo doo doo doo doo doo, Grupo F, doo doo doo doo doo doo
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02.12.2019
Faz lembrar certo meme, não faz? Com diferença que esta ainda é nossa
Christian Charisius/picture alliance via Getty Images
A fase de qualificação a pender para o mediano, com tropeços no início e uma derrota na Ucrânia mais para o final, traçou-nos o destino. Atirados para o Pote 3 na companhia de Turquia, Dinamarca, Áustria, Suécia ou República Checa, a olhar para cima para um Pote 2 em que moravam seleções como a Rússia ou a Polónia mas também, para mal dos nossos pecados, uns quantos candidatos, como França ou Holanda.
E com o decorrer do sorteio, no último sábado, em Bucareste, a Lei de Murphy, aquela que nos diz que o que pode correr mal vai seguramente correr mal, começou a dar de si: ali ficámos nós, num grupo com Alemanha e França, os dois últimos campeões do Mundo, e mais uma equipa que só lá para março saberemos qual será, que completará este Grupo F.
Já sabíamos que, caindo no Pote 3, estaríamos sempre a flertar com os tubarões. Mas o sorteio achou que a nossa relação com os grandes predadores deveria ficar mais séria. E colocou-nos a nadar com eles.
É claro que não nos podemos pôr de fora deste aquário: Portugal, enquanto atual campeão da Europa, é uma espécie de Baby Shark nesta equação, como o daquela música de garotos que nos entrou nos ouvidos sem pedir licença há um par de anos, com coreografia incluída e tudo.
Somos um Baby Shark porque somos mais pequenos, tal como o nosso currículo. Campeões da Europa em 2016 e da Liga das Nações este ano, o nosso sucesso é recente, algo que não se pode dizer de França e Alemanha. A seleção francesa é uma espécie de Mommy Shark (doo doo doo doo doo doo, desculpem, isto fica na cabeça), com uma presença quase constante entre as melhores seleções do Mundo nos últimos 25 anos, dois Mundiais e um Europeu pelo caminho e nem sequer estou aqui a meter o Europeu de 1984, porque depois disso França passou pelos seus altos e baixos.
Para a Alemanha, o estatuto de tubarão é ainda mais antigo. É o nosso Grandpa Shark, porque sabe o que é ganhar Mundiais desde a década de 50 e leva já quatro estrelinhas por cima do escudo. Porque tem três Europeus, ainda que o último já tenha sido em 1996. É realeza do futebol mundial, como aquelas famílias que são ricas há gerações e gerações, por oposição aos arrivistas.
Nós, povo que gosta de se sentir derrotado antes de, de facto, o ser, característica nacional pela qual, confesso, até tenho algum carinho quando usada com a devida parcimónia, já encomendámos os fatos para o funeral, já baixámos a cabeça conformados com o nosso triste destino, porque na cadeia alimentar seremos sempre o tubarão pequenino e não um dos grandes.
Acontece que, olhando para recentes sucessos e desaires da Seleção Nacional em fases de grupos de grandes competições, chegamos a uma conclusão engraçada: normalmente saímos-nos melhor quando caímos em grupos complicados. No Euro2000, despachámos Inglaterra e Alemanha, no Euro2012 passámos num grupo com Alemanha, Holanda e Dinamarca. Por outro lado, no Mundial2002 caímos num grupo com Polónia, Estados Unidos e Coreia do Sul, no Mundial2014 não conseguimos seguir em frente num grupo com Alemanha, Gana e Estados Unidos e no Euro2016, que acabou muito bem, começámos bem mal, com empates com Islândia, Áustria e Hungria.
Além que num Europeu em que os quatro melhores terceiros classificados passam à fase seguinte, é possível que uma vitória no jogo de abertura, frente ao vencedor do playoff entre Islândia, Roménia, Bulgária e Hungria, possa valer-nos.
É claro que a história e as estatísticas valem o que valem. Portugal passou aqueles grupos complicadíssimos no Euro2000 e Euro2012 porque, de facto, estava a jogar muito e em ambas as competições chegou às meias-finais. E jogar bem é algo que tem faltado à equipa de Fernando Santos, apesar de ter, talvez, o melhor acervo de jogadores, em quantidade, que tenho memória numa Seleção Nacional.
Falta mais de meio ano para arrancar o Europeu, até lá muito pode acontecer e muito se pode trabalhar. Mas parafraseando certa personagem de certo filme que também envolve tubarões, para sermos felizes no Euro2020, we’re gonna need a bigger boat.
O que se passou
No campeonato nacional, o Benfica redimiu-se da eliminação da Champions a meio da semana com uma vitória em casa frente ao Marítimo por 4-0. Em sentido contrário, o Sporting, depois daquele que terá sido o melhor jogo da época, vitória em casa frente ao PSV na Liga Europa, voltou a ser uma equipa em estado catatónico em Barcelos. O FC Porto joga esta segunda-feira, frente ao Paços de Ferreira.
Do relvado para as areias, no Paraguai a Seleção Nacional de futebol de praia sagrou-se pela terceira vez campeã mundial.
Muitos meses e 21 corridas depois, a temporada 2019 da Fórmula 1 despediu-se num Grande Prémio de Abu Dhabi que o já campeão Lewis Hamilton dominou da volta de formação até à volta de consagração. Com direito a recorde de pontos e tudo. Tudo isto num fim de semana em que partiu o português que mais sabia sobre isto do Fantástico Circo da principal disciplina do automobilismo, Domingos Piedade.
No futebol internacional, Cristiano marcou, mas a Juventus empatou e, em Espanha, Messi resolveu no Wanda Metropolitano, dando a vitória ao Barcelona frente ao Atlético Madrid. O argentino que esta segunda-feira deverá ter nova alegria, já que parece na linha da frente para receber a sua 6.ª Bola de Ouro.
E o Flamengo continua, enfim, a humilhar. Porque neste momento já estamos a falar disso: humilhação para os rivais.
O pior guarda-redes de sempre
“Em Inglaterra, no Ano Novo, até bêbado podes chegar que o treinador não liga. Se o Wes Brown está com os copos, o que posso eu fazer?”
Nani, parte II: “Vivi numa casa em que a sala e a cozinha eram túneis de ratazanas. Não tínhamos o que comer, vestir ou calçar”
Toma, Lionel, é tua: o primeiro Messi nasceu há 10 anos
Vinicius, estupendo farejador de golos: Jorge, bota um zero nesses 17 milhões. Menos que isso, ele não mexe uma palha (Um Azar do Kralj)
Zona mista
“Não é simpático dizer isto: o Sporting tem bons jogadores, não tem muitos jogadores bons”
Vítor Oliveira, rei das subidas, treinador do Gil Vicente, que sabe mais disto com um olho fechado que nós com os dois bem abertos e que, para lá disso, é um homem frontal, coisa que às vezes parece faltar no nosso futebol, a falar do Sporting e do problema essencial deste Sporting. Mais vale ir ao osso do que andar a navegar à volta da pouca carne que resta
O que aí vem
Segunda-feira, 2
I Liga
Sp. Braga - Rio Ave (18h45, Sport Tv2)
FC Porto - Paços Ferreira (20h45, Sport Tv1)
Bundesliga
Mainz - Eintracht Frankfurt (19h30, E1)
Serie A
Cagliari - Sampdoria (19h45, Sport Tv3)
Terça-feira, 3
Taça da Liga
Sp. Covilhã - Benfica (20h15, Sport Tv1)
Premier League
Crystal Palace - Bounemouth (19h30, Sport Tv4)
Burnley - Man. City (20h15, Sport Tv2)
Taça de Itália
Génova - Ascoli (17h, Sport Tv3)
Fiorentina - Cittadella (20h, Sport Tv3)
Ligue 1
Angers - Marselha (18h, E1)
Bordéus - Nimes (18h, E2)
Lyon - Lille (20h05, E1)
Liga Revelação
Sporting - V. Guimarães (11h, Sporting TV)
Estoril - Belenenses SAD (11h45, 11)
Feirense - Benfica (15h, 11)
Quarta-feira, 4
Taça da Liga
V. Setúbal - V. Guimarães (18h45, Sport Tv5)
Gil Vicente - Sporting (20h45, Sport Tv1)
Premier League
Man. United - Tottenham (19h30, Sport Tv2)
Wolverhampton - West Ham (19h30, Sport Tv4)
Liverpool - Everton (20h15, Sport Tv3)
Taça de Itália
Spal - Lecce (17h, Sport Tv4)
Ligue 1
Toulouse - Mónaco (18h, E1)
PSG - Nantes (20h05, E1)
Andebol
Camp. Nacional: FC Porto - Águas Santas (20h30, Porto Canal)
Quinta-feira, 5
Taça da Liga
Casa Pia - FC Porto (20h15, Sport Tv1)
Premier League
Sheffield United - Newcastle (19h30, Sport Tv4)
Arsenal - Brighton (20h15, Sport Tv2)
Taça de Itália
Parma - Frosinone (17h, Sport Tv3)
Cagliari - Sampdoria (20h, Sport Tv3)
Sexta-feira, 6
I Liga
Boavista - Benfica (20h30, Sport Tv1)
Serie A
Inter - Roma (19h45, Sport Tv3)
Ligue 1
Lille - Brest (18h, E1)
Nimes - Lyon (19h45, E3)
Bundesliga
Eintracht Frankfurt - Hertha Berlim (19h30, E2)
La Liga
Villarreal - At. Madrid (21h, E1)
Sábado, 7
I Liga
Marítimo - Santa Clara (15h, Sport Tv1)
Famalicão - Tondela (18h, Sport Tv1)
Aves - Sp. Braga (20h30, Sport Tv1)
Premier League
Everton - Chelsea (12h30, Sport Tv2)
Tottenham - Burnley (15h, Sport Tv2)
Man. City - Man. United (17h30, Sport Tv2)
La Liga
Real Madrid - Espanyol (12h, E1)
Granada - Alavés (15h, E1)
Levante - Valência (17h30, E1)
Barcelona - Mallorca (20h, E1)
Bundesliga
Borussia Dortmund - F. Düsseldorf (14h30, E2)
B. M’ gladbach - B. Munique (14h30, E1)
RB Leipzig - Hoffenheim (14h30, E3)
Friburgo - Wolfsburgo (14h30, E4)
Bayer Leverkusen - Schalke 04 (17h30, E4)
Serie A
Atalanta - Verona (14h, Sport Tv3)
Udinese - Nápoles (17h, Sport Tv3)
Lazio - Juventus (19h45, Sport Tv2)
Ligue 1
Montpellier - PSG (16h30, E2)
Mónaco - Amiens (19h, E2)
Futsal
Camp. Nacional: Benfica - Burinhosa (18h, BTV)
Hóquei em Patins
Camp. Nacional: FC Porto - Turquel (15h, Porto Canal)
Domingo, 8
I Liga
Paços Ferreira - V. Setúbal (15h, Sport Tv3)
V. Guimarães - Portimonense (15h, Sport Tv1)
Sporting - Moreirense (17h30, Sport Tv2)
Belenenses SAD - FC Porto (20h, Sport Tv1)
Premier League
Aston Villa - Leicester (14h, Sport Tv2)
Brighton - Wolverhampton (16h30, Sport Tv4)
La Liga
Eibar - Getafe (11h, E1)
Bétis - Ath. Bilbao (13h, E1)
R. Valladolid - R. Sociedad (15h, E1)
Leganés - Celta Vigo (17h30, E1)
Osasuna - Sevilha (20h, E2)
Bundesliga
Union Berlin - Colónia (14h30, E2)
Werder Bremen - Paderborn (17h, E2)
Serie A
Lecce - Génova (11h30, Sport Tv3)
Torino - Fiorentina (14h, Sport Tv4)
Sampdoria - Parma (17h, Sport Tv3)
Bolonha - AC Milan (19h45, Sport Tv3)
Ligue 1
Reims - St. Etienne (14h, E4)
Nantes - Dijon (16h, E4)
Marselha - Bordéus (20h, E1)
Futsal
Camp. Nacional: Sporting - Modicus (14h20, RTP1)
Basquetebol
Camp. Nacional: FC Porto - Sporting (15h, Porto Canal)
Hoje deu-nos para para isto
Inglaterra, Roménia e Alemanha. Em bom português, caíram todos que nem tordos no Euro2000, em que ninguém dava nada por nós até que, de repente, e com uma onze em que, por exemplo, Pedro Espinha estava na baliza, batemos a Alemanha por 3-0. Daqui para cá, em quatro jogos, quatro derrotas, mas naquele dia Roterdão rimou com Sérgio Conceição e Portugal foi dali até às meias-finais, onde caiu frente à seleção de França (olha eles!), que se tornaria, dias depois, campeã da Europa. Serve este vídeo para atenuar os nossos medos: nunca se é derrotado até se entrar em campo. É um cliché, eu sei, mas os clichés inventam-se porque às vezes são um reflexo da realidade