Cada vez que entrou no mar, Anthony Walsh levou uma câmara para segurar com os dentes enquanto se fazia aos monstros de ondas tubulares que rebentaram na praia de Carcavelos, em Cascais. O havaiano ganhou a sétima edição do Capítulo Perfeito, prova em que não há prioridades na água e participam os surfistas mais votados pelo público
Sérgio Cosme é piloto de salvamento e foi o primeiro a chegar perto de Alex Botelho, no meio do monstruoso mar da Nazaré. O surfista estava "atordoado e com um olhar muito distante", depois de bater contra um jet-ski. Só à quarta vez é que alguém conseguiu alcançar o português na água. Este é o relato cru de como se lida, à distância e bem de perto, quando algo corre mal e há vidas a depender da vontade de ondas gigantes
O surfista perdeu os sentidos depois de cair desamparado na água. O português está estável e a ser acompanhado por uma equipa médica. Big Wave Tour interrompida
Os melhores surfistas a nível mundial marcam presença esta terça-feira na Praia do Norte, na Nazaré, para desafiar as ondas gigantes que se formam no Canhão da Nazaré. O repórter Miguel Guerreiro fez ao início da tarde um ponto de situação. Francisco Spínola, representante da World Surf League em Portugal, explica como é feito o processo de alerta aos surfistas quando são previstas ondas gigantes na região.
Podia estar de férias, no Brasil, mas quis passar quase duas semanas a surfar entre Ericeira e Peniche, porque acha que "ainda sente um pouco de dificuldade" em tubos. Até foi à Nazaré, para "sentir adrenalina no corpo". Ítalo Ferreira, o campeão mundial de surf, também veio a Portugal para procurar casa e, antes de ir embora, parou na fábrica das pranchas Polen, onde falou com a Tribuna Expresso e o podcast "A Minha Vida Dava um Tubo" sobre os porquês de nunca parar de treinar, o que fez para ganhar o título e a vontade de ser campeão olímpico
Só 23,1% das ondas que o português surfou no circuito de qualificação foram avaliadas como boas e 2,1% consideradas excelentes. Frederico Morais foi campeão mundial do QS, mas, estatisticamente, as ondas do seu ano oscilaram entre o mau, o razoável e o médio. Este é o mapa de ondas que apanhou
No Pipe Masters, última etapa do circuito mundial de surf, no Havai, o brasileiro, que está a discutir o título mundial com Ítalo Ferreira, admitiu ter cometido uma interferência na última onda do heat contra Caio Ibelli, porque sabia que, mesmo assim, teria nota suficiente para rumar aos quartos-de-final. "Comecei a ouvir o padrasto na praia 'agora podes queimá-lo", disse o derrotado, que já fora alvo de uma interferência de Medina em outubro, na etapa de Peniche
A World Surf League (WSL) anunciou, esta quinta-feira, que a competição de surf dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, deverá acontecer nas ondas de Teahupo'o, no Taiti, a qualquer coisa como 21 horas de avião da capital gaulesa
O músico brasileiro já experimentara, por três vezes, surfar as ondas gigantes que se formam no canhão da Nazaré, mas, desta feita, veio a Portugal de propósito para o fazer. Teve problemas com o colete insuflável, não conseguia agarrar-se à mota de água que o tentava resgatar e contou a peripécia à Tribuna Expresso: teve de ser puxado para apanhar a boleia que o salvou numa sessão em que teve a ajuda de Sérgio Cosme, piloto de motas de água, e de Nicolau Von Rupp e Joana Andrade, surfistas portugueses
Há três anos, Frederico Morais foi vice-campeão dos dois últimos eventos do circuito de qualificação, no Havai, que lhe garantiu a estreia no CT. Este domingo, já garantido o regresso ao lago dos peixes graúdos do surf mundial, Kikas venceu o Hawaiian Pro e passou à liderança do QS
O campeão mundial de surf foi eliminado da etapa de Peniche, em parte, devido a uma interferência, protestou, mas a WSL não alterou a postura: a prioridade foi bem atribuída a Caio Ibelli e a bateria não será repetida, como Medina queria. A entidade confirmou à Tribuna Expresso que o brasileiro não será multado por ter entrado na cabine dos juízes, porque "apenas o fez no final do dia" e com autorização
Gabriel Medina não conseguiu sagrar-se campeão mundial em Portugal, depois de ter sido eliminado por Caio Ibelli, e foi reclamar com os juízes assim que saiu do mar
Quando recebeu o telefonema a propor-lhe o cargo, Sophie Goldschmidt perguntou: "Este trabalho existe mesmo?". Nasceu em Londres, trabalhou antes em râguebi e ténis, e sabe que não foi "pelas qualificações em surf" que, em 2017, foi contratada para ser a CEO da World Surf League (WSL). Veio a Peniche durante uns dias e, antes de começar o MEO Rip Curl Pro, explicou-nos como o modelo de negócio da etapa portuguesa do circuito mundial é uma referência e como acredita que o surf é o desporto mais acessível do planeta
Já foi sete vezes campeã do mundo, mais um título dar-lhe-á o recorde, mas, aos 31 anos, Stephanie Gilmore sente que “apenas está a começar”. A surfista australiana perdeu a final da última vez que o circuito feminino parou em Peniche, em 2010, e até acha “engraçadas” as derrotas, porque lhe dão hipótese de aprender o que fez mal
Chuva, maré vazia, vento a soprar no mesmo sentido que as ondas e as desordená-las. Frederico Morais entrou com o mar assim, na terceira bateria desta quinta-feira em que o MEO Rip Curl Pro, por fim, arrancou. O português ficou em último, atrás dos aéreos de Ítalo Ferreira e Yago Dora, e terá de surfar a ronda de repescagem (em princípio, apenas na sexta-feira)
Miguel Blanco é bicampeão nacional de surf, teve um wildcard para surfar em Peniche, mas o campeonato não arrancou no primeiro dia. O vento a soprar de sul partiu e desordenou o mar em Supertubos, a organização decidiu um lay day e o português detalhou-nos como, mesmo sem competição, isso significa tudo menos descanso
Há nove anos que as mulheres não surfavam com os homens, porque o circuito feminino não parava, como o masculino, na praia de Supertubos para a ser a penúltima etapa da época e poder decidir títulos mundiais. Gabriel Medina pode ser já campeão em Peniche, como Carissa Moore, que ganhou o evento da última vez, em 2010, e nos diz que até anda "com dificuldades em dormir" por tanto querer o título. O MEO Rip Curl Pro começa esta quarta-feira
Nunca foi campeão do mundo, mas Taj Burrow acabou várias vezes em segundo lugar do tour, ganhou 13 eventos e, ao fim de quase 20 anos, fartou-se de viajar e de estar no meio do ambiente "intenso". Diz que se dá melhor hoje com os amigos que tem do circuito mundial, porque "já não há tretas e a amizade é mais genuína", está mais relaxado e, "basicamente, faz o que lhe mandam". O australiano, esteve no Ericeira Billabong Pro a comentar alguns heats, ainda é o único surfista a ter "a decisão louca" de escolher não entrar no circuito mundial apesar de se ter qualificado
Com os 3,700 pontos a que teve direito pelo 9.ª lugar na Ericeira, o surfista português ficou na sexta posição do ranking de qualificação e colocou-se bastante mais a jeito de garantir o regresso ao circuito mundial. Até ao final do ano, Frederico Morais deve surfar em Hossegor e Peniche (eventos do CT) antes de se focar nas duas provas de 10,000 pontos, ambas no Havai, que restam no circuito de qualificação
Frederico Morais caiu nos oitavos de final do EDP Billabong Ericeira Pro, evento QS10000, superado por apenas 13 décimas pelo australiano Stuart Kennedy, terminando assim a prova em 9.º lugar. Um resultado que ainda assim consolida uma posição no top 10 para Frederico Morais no ranking do circuito de qualificação